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Meteoros e Meteoritos

Publicado: 22 de fevereiro de 2013 por talexandre34 em Meteorito na Rússia

Meteoro ou estrela cadente é o fenômeno luminoso que ocorre na atmosfera terrestre, proveniente do atrito de um corpo sólido, oriundo do espaço, com os gases da atmosfera terrestre. Os bólidos ou bolas de fogo são os meteoros muito luminosos de brilho igual ou superior ao dos planetas mais brilhantes. O corpo sólido que se move no espaço exterior, de tamanho inferior ao de um asteróide, em geral da ordem de um miligrama a alguns quilogramas, denomina-se meteoróide. Se sua dimensão é inferior a 1 mm de diâmetro (que é o mais baixo de limite visual), emprega-se a denominação de micrometeoróide. As partículas oriundas dos meteoros ou meteoritos, de dimensões inferiores ao micrometeoróide, são as poeiras meteóricas ou meteoríticas.

Os meteoróides, ao penetrarem na atmosfera, dão origem aos meteoros que, ao atingirem a superfície terrestre, recebem o nome de meteoritos. A vaporização dos meteoróides na atmosfera dá origem a um rastro luminoso e ionizado, de curta ou longa duração, respectivamente, denominado esteira ou rastro persistente.

Em certas épocas do ano observa-se maior incidência de meteoros; tal fenômeno é o que se denomina chuva de meteoros ou estrelas cadentes. Recebem o nome da constelação da qual parecem originar-se. Os meteoros não associados a nenhuma chuva chamam-se meteoros esporádicos.

Os meteoritos constituem enormes massas de matéria sólida que ao penetrar em nossa atmosfera se consomem total ou parcialmente antes de atingir eventualmente o solo. O fenômeno luminoso que surge associado ao meteorito é às vezes acompanhado de explosões e ruídos semelhantes a uma trovoada muito afastada. Os meteoritos pesando mais de duas toneladas, são felizmente pouco freqüentes. Os meteoritos recebem o nome da cidade ou localidade na qual foi encontrado.

São inúmeros os bólidos que ao se chocarem com a Terra, produziram enormes crateras meteoríticas. Uma das mais célebres se encontra no Arizona, EUA – mede 1267 m de diâmetro e sua profundidade ultrapassa 180 m. Em 30 de junho de 1908, um enorme meteorito caiu na Sibéria. Seus inúmeros fragmentos cavaram mais de duzentas crateras e a explosão devastou a floresta, num raio de 100 km. Segundo cálculos astrofísicos, esse imenso bólido teria uma massa de aproximadamente 40 mil toneladas. Duas são as principais espécies de crateras meteoríticas: as crateras de explosão e as de impacto.

As crateras de explosão são de grandes dimensões: de 100 metros a vários quilômetros de diâmetro.

Quando o grande meteoro produz a cratera, ele se desfaz completamente no instante do choque, distribuindo fragmentos por toda a vizinhança da cratera.

As crateras de impacto são menores e raramente, atingem diâmetros superiores a 100 metros. O fundo dessas crateras não é pulverizado. Um terceiro tipo de cratera é um modelo intermediário, resultante da fragmentação do meteoróide em meteoritos diferentes em suas dimensões.

Texto retirado do livro “Explicando o cosmos” de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão.

Link: http://www.if.ufrgs.br/mpef/mef008/mef008_02/Prates/Meteorosmeteoritos.html

Entenda a diferença entre meteoro e meteorito

Publicado: 22 de fevereiro de 2013 por talexandre34 em Meteorito na Rússia
15/02/2013 – 15h34

DA ASSOCIATED PRESS

Meteoros são pedaços de rocha espaciais, em geral saídos de cometas ou asteroides, que entram na atmosfera da Terra.

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Muitos queimam pelo atrito e o calor da atmosfera. Os que sobrevivem e colidem com a superfície são chamados de meteoritos.

Editoria de Arte/Folhapress

Eles geralmente chegam ao chão a uma velocidade alta, até a 30 mil km/h, soltando uma grande quantidade de energia.

Segundo especialistas, colisões pequenas de meteoritos ocorrem de cinco a dez vezes por ano.

Meteoros maiores como o desta sexta são raros, mas ocorrem a cada cinco anos, segundo Addi Bischoff, da Universidade de Münster, na Alemanha. A maioria cai em locais não habitados.

De acordo com Alan Harris, cientista do Centro Aeroespacial Alemão, em Berlim, a maior parte do estrago de hoje foi causado pela explosão ou explosões na hora em que o meteoro se partiu na atmosfera.

A desaceleração rápida do meteoro solta uma quantidade enorme de energia que seria sentida a muitos quilômetros. Testemunhas disseram que a explosão estilhaçou janelas e fez objetos saírem voando pelos ares.

A massa do meteoro está estimada em dez a cem toneladas e ainda não se sabe se era feito de rocha ou ferro. “A força explosiva pode ter sido o equivalente a dez toneladas de TNT, segundo Harris. Como a explosão ocorreu a quilômetros da superfície, o dano não é comparável a uma explosão no chão.

ANTERIORES

Em 2008, astrônomos viram um meteoro similar ao da Rússia chegando na Terra 20 horas antes de sua entrada na atmosfera. Ele explodiu sobre o Sudão e não causou danos.

O maior meteoro dos últimos cem anos foi o de Tunguska, que achatou 2.000 km2 de floresta na Sibéria em 1908. Ninguém se feriu, assim como na queda de um meteorito também na Sibéria em 1947.

Cientistas acreditam que um meteorito muito maior do que todos esses caiu no que é hoje o México e caiu a extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. Segundo essa teoria, o impacto teria lançado quantidades enormes de poeira que escureceram o céu por décadas e alteraram o clima na Terra.

Especialistas e curiosos já devem estar correndo para achar pedaços do meteorito desta sexta. Alguns podem ser muito valiosos, dependendo de sua composição. Os cientistas podem estudar os fragmentos para saber mais sobre como o Universo era há bilhões de anos.

Ed. de arte/Folhapress

Link: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1231254-entenda-a-diferenca-entre-meteoro-e-meteorito.shtml

Qual foi o último grande meteoro a cair num continente?

Publicado: 21 de fevereiro de 2013 por ffgouveia1 em Meteorito na Rússia

Não faz tanto tempo assim. O último grande meteoro se chocou contra um continente há 105 anos, provocando uma explosão com potência mil vezes maior que a da bomba de Hiroshima. Só não virou a maior tragédia da história humana porque ele caiu em um lugar desabitado, a região de Tunguska, na Sibéria (no norte da Rússia). As únicas vítimas da pancada espacial foram árvores. E põe árvore nisso: uma floresta de 2 mil quilômetros quadrados, uma área pouco maior que a da cidade de São Paulo, foi derrubada. Na verdade, o que aconteceu nesse evento não foi exatamente um impacto, já que a rocha explodiu a aproximadamente 5 quilômetros de altura. Os astrônomos estimam que esse bloco tinha mais ou menos 70 metros de diâmetro e, por ser tão grande e rápido, não resistiu ao atrito com a atmosfera e se incendiou ainda no ar.

Mas a natureza dele ainda é um mistério. Como o meteoro não deixou vestígios depois da explosão, os pesquisadores acham que a coisa não era uma pedra comum, daquelas que vêm de asteróides. A hipótese mais concreta é que ele fosse algo como um cometa. Como esse tipo de astro é feito basicamente de gelo e gases, isso explicaria a ausência de pistas concretas. Na história da Terra, pancadas como a de Tunguska foram relativamente comuns. Apesar de não existir registro de um impacto maior desde o começo da civilização, 10 mil anos atrás, acredita-se que essas trombadas aconteçam pelo menos uma vez por milênio. A maioria delas ocorre no mar, já que os oceanos cobrem 71% da superfície do planeta. Por isso, fique tranqüilo: a possibilidade de um objeto como o de Tunguska atingir uma cidade grande é de uma vez a cada milhão de anos.

Meteorito antes de atingir a cidade de Chelyabinsk Urais, na Rússia

Depois dos estragos causados pela queda de um meteorito na Rússia,  a Nasa, universidades e grupos privados dos Estados Unidos têm se mobilizado para desenvolver sistemas de alerta capazes de localizar, com a maior antecedência possível, pequenos asteroides potencialmente devastadores.

O projeto que está mais próximo deste objetivo é o Atlas (Asteroid Terrestrial-Impact Alert System), em desenvolvimento na Universidade do Havaí e financiado com cinco milhões de dólares da Nasa. Segundo os cientistas, o Atlas, que fará uma inspeção minuciosa no céu visível todas as noites, poderá detectar objetos de 45 metros de diâmetro uma semana antes de seu impacto na Terra. Para os asteroides de 150 metros de diâmetro, este sistema ofereceria um alerta com três semanas de antecipação.

“Nosso objetivo é encontrar estes objetos e proporcionar um alerta com tempo suficiente para que sejam tomadas medidas de urgência de proteção da população”, explicou John Tonry, principal encarregado científico do projeto. A intenção é que o Atlas comece a funcionar no final de 2015, superando a crise orçamentária pela qual a agência americana passa atualmente.

Mas, mesmo que o Atlas comece a funcionar no prazo esperado, meteoritos como o que atingiu a Rússia ainda passariam despercebidos. A Nasa avalia que, antes de sua entrada na atmosfera, este asteroide tinha 17 metros de diâmetro e massa de 10.000 toneladas — pouco mais de um terço do tamanho que será percebido com antecedência pelo Atlas.

Pequena ameaça – Embora o impacto dos fragmentos do meteorito tenha deixado mais de 1.000 feridos na Rússia, ele não tem tamanho suficiente para ser considerado uma ameaça à vida na Terra. Há até pouco tempo,  mesmo asteroides como o 2012 DA14, que passou próximo da Terra também na sexta-feira, passariam despercebidos, apesar do grande poder de destruição.

“Há dez anos, não teríamos podido detectar o 2012 DA14″, revelou recentemente Lindsey Johnson, diretor do programa NEO, da Nasa, que detecta objetos próximos da Terra. Segundo Johnson, apesar de haver cerca de 500.000 pequenos asteroides ao redor do planeta, ainda é difícil acompanhá-los.

Atualmente, o NEO detecta e acompanha asteroides e cometas que passam perto da Terra com a ajuda de telescópios no solo e no espaço. A partir desta observação, os cientistas calculam sua massa e sua órbita para determinar se representam perigo. Há, também, a colaboração de observadores amadores. Todas as observações de asteroides realizadas no mundo por telescópios devem ser transmitidas ao “Minor Planet Center”, financiado pela Nasa e dirigido pelo Observatório Astrofísico Smithsonian e pela União Astronômica Internacional.

Com todo este aparato, a Nasa conseguiu descobrir e classificar cerca de 95% dos asteroides com mais de 1 quilômetro de diâmetro que estão nas proximidades da órbita terrestre, capazes de provocar destruições apocalípticas. A porcentagem é uma meta fixada pelo Congresso americano desde 1998.

(Com agência France-Presse)

Queda de meteorito fere quase mil pessoas

Publicado: 20 de fevereiro de 2013 por evandroxandi em Meteorito na Rússia

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A queda de um meteorito feriu quase mil pessoas, na Rússia. Três estão em estado grave. O meteorito provocou uma explosão e uma onda de tremor que abalou a estrutura de prédios e estilhaçou vidraças.

Os alarmes dos carros foram acionados e até o sistema de telefonia celular foi afetado. Há relatos de que três explosões foram ouvidas, logo depois que o meteorito passou.

O impacto das explosões foi tão forte que quebrou vidros de janelas de prédios e destruiu o telhado de um galpão. Foram os estilhaços de vidros que feriram as pessoas.

O meteorito que caiu liberou tanta energia que  interrompeu o sinal de celulares. “Ele deve ter se fragmentado ainda muito alto e isso provocou um ‘boom sônico’, então ouve um deslocamento de ar, por isso nós vimos janelas quebradas. Ele também causa perturbação no campo magnético”, diz Júlio Lobo, astrônomo.

Também foi na Rússia, mais precisamente na Sibéria, que caiu o maior corpo celeste nos últimos anos, em 1908. O objeto tinha 30 metros de diâmetro e se desintegrou no ar, nem chegou a bater no chão. Ainda assim devastou dois mil quilômetros quadrados de floresta.